domingo, 25 de outubro de 2009

Rússia - outubro de 1917


A tomada do poder em outubro de 1917 pelos bolcheviques na Rússia, acabando com a Duma (*) e o governo de Kerenski, adiciona um grande Momento Histórico para a humanidade no começo do século XX. Basta voltar ao século XVIII com a Revolução Industrial e principalmente na segunda metade do século XIX com a segunda Revolução Industrial mais significativa para a produção capitalista, observaremos a criação e aumento da massa assalariada e proletária na Grã-Bretanha, França e Alemanha e posteriormente EUA, Rússia e Japão. A corrida imperialista das grandes potências para escoar seus produtos industrializados e a procura de matéria-prima para alimentar suas indústrias, gerou uma centralização cada vez mais forte nas mãos de grandes capitalistas, ocasionando organizações políticas e sindicais que se tornariam referência para a Revolução Russa de 1917. De base marxista, pregando a tomada do poder pelo proletariado e abolindo a produção capitalista, formando uma sociedade sem classes e coletivizada, acarretará a divisão de dois blocos pós segunda guerra mundial (capitalismo e comunismo). Mas antes disso, a própria base capitalista revelará a ascensão do dueto facismo-nazismo de extrema-direita como principal meta combater o comunismo. O mais importante destes momentos históricos é a relevância do papel humano nas questões políticas e econômicas gerando conflitos, divisão e destruição sem precedentes na história. A Revolução Russa de 1917 ainda é um importante estudo para o entendimento do processo para entrada do homem moderno no século XX.


(*) Duma: Assembléia Legislativa criada pelo Czar Nicolau II com poderes limitados em 1906.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Mais inclusão social!!

Ainda há muito que reparar a falta da presença do Governo brasileiro que durante décadas deixou uma grande parcela na contra-mão do desenvolvimento.
Avanços foram obtidos nos últimos 20 anos. Mas quando se menciona inclusão social, de forma geral, é a inclusão em todos os seus segmentos como: saúde, maior distribuição de renda, geração de mais empregos, saneamento básico, moradias decentes, alimentação digna e uns dos principais, educação. A educação eficiente e de qualidade para todos, gera futuramente, sem sombra de dúvidas, uma população mais engajada e qualificada para o país. Obviamente, uma população mais incluída educacionalmente, acarreta uma maior redução das desigualdades sociais em qualquer nação.
As políticas educacionais de transferência de maior parcela dos seus PIB's de países como Japão, Coréia do Sul, Suiça, Suécia, entre outros, desenvolveram a longo prazo nações com forte potencial de mão-de-obra humana qualificada, gerando divisas para essas nações.
Qual será a política real de inclusão que os governos seguidos do Brasil querem? Cabe-nos discubrir qual o verdadeiro. E lutar por mais inclusão.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Os britânicos no Rio de Janeiro

O translado da Família Real Portuguesa para o Brasil e posteriormente passando o Rio de Janeiro como capital do Reino Unido de Portugal Brasil e Algarves, decorrente a invasão de tropas de Napoleão em território português, transformou a vida social, cultural e econômica na cidade do Rio de Janeiro. Mediante um operação bem sucedida e salvaguardada pela frota britânica, Napoleão mais tarde diria sobre D. João VI: _ Foi o único que me enganou!
Através da abertura dos portos do Brasil as nações amigas e do contrato oficializado entre Portugal e a Inglaterra de 1810, a Inglaterra tornaria a principal benefiaciada pela redução da tarifa alfandegária e enxurrada de produtos do Reino Unido nos portos brasileiros. O monopólio português e o pacto colonial perdia seus dias de glória e lucros vultosos para a coroa portuguesa.
Mas mesmo sendo os acordos firmados de 1810 com cláusulas totalmente assegurano o poder britânico, transferindo apenas o monopólio para a Inglaterra, não deixou de ser vantajoso para O Brasil e em especial para a cidade do Rio de Janeiro. Muitos súditos britânicos aportaram na cidade investindo em comércio e financiando mudanças que a cidade nunca tinha visto.
Materiais metalúrgicos, vidraçaria, tecidos diversos (finos e grossos), mobiliários, instrumentos musicais, estilos de residências com gramados, roupas elegantes (masculinos e femininos), chocolate, chá, brinquedos, sapatos finos, remédios, talheres, estilo de educação, o mordomo, entre outros. A própria presença da monarquia dos Braganças na corte do Rio de Janeiro, modificaria toda a estrutura da cidade para receber nobres, políticos, cientistas e muitos europeus. Com a presença constante de ingleses a partir de 1808, motivou e influenciou a cidade. Novidades estavam chegando aos portos brasileiros para uma população carente de novidades.
Casas estilosas de comerciantes ingleses enfeitavam a enseada de Botafogo. Para os britânicos, certamente o translado para Brasil e tendo Portugal como seu tradicional aliado contra o bloqueio continental imposto por Napoleão Bonaparte, salvou a Inglaterra que se tornou senhora do Atlântico e motivou o avanço contra as tropas francesas a partir de Portugal.
O monopólio inglês no Brasil tanto comercial e financeiro, abriu uma nova visão do mundo exterior para o que era uma mera colônia portuguesa na América. De alguma forma, o Brasil foi beneficiário de um novo estilo e costumes em consequência dos tratados e da abertura dos portos.

domingo, 19 de julho de 2009

Cavalo e cão na consquista da América

A conquista dos espanhóis na América, parte que cabia pelo Tratado de Tordesilhas, foi implementada com objetivos principais para obtenção de metais preciosos. Muitos meios foram utilizados pelos mesmos na conquista. Como poucos homens conseguiram sucesso diante de civilizações organizadas e numerosas como as dos Incas, Astecas e Maias? Por meio da cruz e da espada, além de outros meios que aterrorizaram as populações autóctones.
A força do metal e fogo sobre as flechas dos índios foi o que mais contribuiu para a conquista de largas regiões da América. Com espada, canhão, arma de fogo, armaduras, conseguiu conter e aprisionar grandes contingentes indígenas.
Outros meios foram utilizados pelos espanhóis na América como o cavalo e o cão. O impacto que o cavalo proporcionou aos povos indígenas da América foi significante para a conquista. Avisão que o índio tinha do conjunto de homem e cavalo era como se estivesse observando um corpo só. O índio mais aguerrido ao atingir e conseguir derrubar o cavalo, ficava estupefatoao ver que o cavaleiro se "desgrudava" do corpo do animal e ainda vivo, ou seja, para o índio era a formação de um corpo só e que mesmo matando o cavalo ainda continuava vivo e dividia-se em dois corpos. Este foi o primeiro impacto com o cavalo até entender o sentido do cavalo e cavaleiro, mas a altura elevada do conjunto de cavalo e cavaleiro acima de suas casas, conseguiu impor o terror sobre os povos indígenas.
O cão foi outro animal bem utilizado pelos espanhóis e pouco pesquisado pelos historiadores. Cães treinados na caça e perseguição eram armas poderosas para impor medo e fraqueza diante de aterrorizadas tribos indígenas. Enquanto os conquistadores espanhóis com suas couraças, armas de fogo e elmo recebiam chuvas de flechas, cães atacavam os guerreiros indígenas impondo-lhes terror e debandada, que provavelmente tornavam presas fáceis para os conquistadores espanhóis.
Tanto o cavalo e quanto o cão se tornaram animais na cultura indígena posteriormente. Adaptados como animais domésticos pelos índios, cão e cavalo fazem parte de suas vidas hoje em dia. O cavalo largamente utilizado pelo índio como boiadeiro e o cão sempre visto nas aldeias indígenas como companhia e guardião. Não sabem eles que esses dois animais foram o terror do seus antepassados, mas se os povos indígenas de hoje sabem disso, os tornam conscientes e sabedores que é o homem o grande incentivador do terror que foi imposto as grandes civilizãções do continente americano.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Aventureiros e empreendedores


A conquista do espaço e da lua foi realmente um marco histórico do nosso tempo e sem dúvida um empreendimento acelerador de novas tecnologias. Mas e o que foi a expansão marítima para o olhar do homem do século XV? Certamente a mesma coisa. E para a História um acontecimento da maior grandez já vista naquele momento.
Portugal de costas para a Europa e de frente para o Oceano Atlântico e como Estado Monárquico centralizado, diante de uma Europa fragmentada de reinos e principados fragilizados, toma a dianteira para o grande empreendimento que transformaria a Europa feudalizante. Com apoio financeiro de Flandres, a expansão ultramarina portuguesa coloca em xeque a teoria vigente na época do "mar tenebroso", com monstros marinhos e com abismo sem fim. Astrolábios, mapas, bússulas, novas constelações descobertas, avanços nos conceitos geográficos, entre outras concepções que inovariam a aventura expansionista além mar. Imaginar um punhado de europeus, na transição de sua era medieval para a moderna, desbravar o desconhecido com elmo, mosquetão, espada e canhão, é o mesmo que igualar a chegada do homem à lua. Mas para o homem chegar ao espaço foi necessário um grande empreendimento de homens aventureiros para o mar. Será que podemos dizer que foi um ponta pé para a globalização?
O que devemos pensar é que o mercado globalizado hoje em dia deve-se muito a grande expansão marítima de outrora.