segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Algumas fotografias do séc. XIX no Brasil

Missa de Ação de Graças em celebração da Abolição dos escravos no Brasil

Prisineiros do Arraial de Canudos


Cadáveres da Guerra do Paraguai


Escravidão








domingo, 4 de setembro de 2011

O filósofo e epistemólogo Michel Foucault, comenta em Vigiar e Punir que o soldado do século XVII se descrevia como alguém que se reconhece de longe com os sinais naturais de vigor, coragem, orgulho, honra e seu corpo é o brasão de sua força e de sua valentia, aprendendo aos poucos o ofício das armas; e no século XVIII o soldado tornou-se algo que se fabrica, um corpo inapto, corrigindo aos poucos as posturas, lentamente uma coação calculada de cada parte do corpo, tornando-se um corpo disponível. Os anos dos setecentos, o soldado é o objeto dos esquemas de docilidade segundo Foucault que diz que as disciplinas são métodos que controlam minuciosamente as atividades do corpo, realizando a sujeição constante de suas forças e lhes impondo uma relação de docilidade-utilidade. O corpo humano nasce, através da disciplina, uma nova relação mais obediente, formando-se uma política da coerção que é o trabalho sobre o corpo como uma manipulação calculada dos comportamentos do indivíduo. E ainda, disciplina fabricaria corpos submissos e exercitados, corpos “dóceis” sujeito ao poder político. Logo o domínio que os métodos disciplinares, não só nos quartéis, mas também em outras instituições, através da coerção num determinado grupo específico como as forças militares, faria objetivar o corpo construído pelas regras que modelam o soldado ideal, coeso e “dócil” para obedecer.

A disciplina militar não só em suas regulações dos séculos XVII e XVIII, mas esteve bem determinada nas forças de Alexandre Magno pela Grécia e também pelo Império Romano. Foi a ordem militar rígida um dos sucessos nas grandes conquistas militares com coesão e um exército bem disciplinado. O soldado que faltasse com esta ordem seria severamente castigado em frente a tropa. Mas lógico que o soldado "dócil" para o seu superior não deixou de se insurgir contra os severos castigos aplicados nos quartéis, motivando atos de insubordinações como por exemplo a deserção que seria uma forma de resistência aos mecanismos de coerção militar. É interessante uma pesquisa mais específica sobre os meios de coerção e indisciplinas nas forças militares, trabalhar as suas motivações e a natureza das insubordinações.

Será o capitulo que brevemente estarei terminando em minha pesquisa sobre o cotidiano na Guerra do Paraguai.
Até...


terça-feira, 30 de agosto de 2011

Total apoio a faxina que a presidente do Brasil está fazendo referente aos gestores de cargos públicos que se valem pelos favorecimentos ilícitos. Qualquer cargo público que são "loteados" pelos partidos vitoriosos após eleições políticas tem por obrigação nomear pessoas idôneas e comprometidas com os projetos em prol do povo e para o desenvolvimento do país.
Que siga em frente!!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Pacto de não-agrassão entre Hitler-Stalin



Hoje, 23 de agosto, fez lembrar uma data histórica e inusitada que foi o pacto assinado de não-agressão entre a Alemanha de Adolf Hitler e a União Soviética de Stalin em 1939. Se comprometiam a não atacar uma a outra e de manter a neutralidade em caso de um ataque de uma delas por um terceiro país. E ainda havia um acordo em secreto pela divisão da Polônia entre as duas nações. Faltaria um pretexto para a Alemanha invadir a Polônia e iniciar a conquista da Europa. Mas mesmo com o acordo entre dois antagônicos sistemas de governo o nazismo e comunismo, Hitler autoriza o ataque a União Soviética em 22 de junho de 1941. O objetivo do equilíbrio europeu estava em jogo e seu fim foi o início de uma nova antagonia com derrota nazista em 1945. Na Europa pós-guerra de 1945 verá o crescimento das influências do socialismo da URSS e do capitalismo dos EUA. Está dada a largada para a guerra-fria e a Alemanha que queria ser hegemônica no continente europeu, se vê dividida entre Alemanha Oriental e Ocidental. Consequências da História!

sábado, 25 de dezembro de 2010

Ano de 2011

Todos nós esperamos melhores propostas educacionais, de saúde e trabalho para o ano de 2011. Novas perspectivas à vista que traram mais alegria nos lares brasileiros (em especial) e no mundo. Mudanças são bem vindas, desde que para o bem social do país e não individual setorizado. Que o ENEM seja bem formalizado e confiável para os que pretendem entrar numa universidade. Que mais trabalhos sejam criados tanto para jovens como para muitos experientes que estão sem trabalho por falta de oportunidade. Que a paz nas comunidades estejam bem próximos como recentemente no Complexo do Alemão no Rio de Janeiro. Que a saúde seja para todos gratuito e de qualidade. Que definitivamente a corrupção seja banida no Brasil e que a esperança esteja sempre no sangue do povo brasileiro, pois sem ela não conseguimos sonhar.

domingo, 14 de novembro de 2010

Profissionalização de Historiador

Recebi o informe n° 11 - ano 2 da ANPUH com o editorial sobre o projeto de lei da profissionalização do Historiador. A aprovação e regulamentação da profissão de Historiador daria mais perspectivas para o profissional em ampliar outros campos de atuação que a profissão poderia muito bem atuar, como por exemplo: cinema, jornalismo, rádio, televisão. A bem difundida função de escrever livros, trocas de conhecimentos com outras instituições, magistério (fundamental, médio e superior), já são práticas do ofício do historiador, mas falta ainda o amplo reconhecimento com a aprovação através dos políticos do legislativo para a profissão ser mais atraente e defendida pelos profissionais da área. Vemos muitos graduados apenas se formando e não atuando na área por falta de incentivos, além da má remuneração que torna uma função sem atrativos para a maioria. Desde já, levantamos esta bandeira para um horizonte maior e mais atrativo para a categoria que está sempre produzindo conhecimento para a História e também para as outras profissões. Sem o Historiador, o mundo seria sem graça.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Eleição concluída?!


Passada a "ressaca" eleitoral de 2010 em que vimos uma série de escândalos e acusações de ambas as partes, esperamos o momento real que nós precisamos sentir após o dever da cidadania. O de provar o prazer do voto como cidadão brasileiro que a eleita tem o dever de nos prover com suas propostas para melhoria da educação, saúde, empregos, assistência social, economia forte, maior perspectivas para um Brasil melhor. Basta de corrupção e de "mandonismo". A Monarquia, a República Velha e a Ditadura acabaram, agora é tempo de modernidade e avanços na democracia. Todos os brasileiros esperam a oportunidade de sentir e dizer que cumpriu com seu dever de cidadão, pois se nossos governantes falharem em suas propostas prometidas, todo esse sentimento de dever de cidadania será em vão. Ou desanimador. Agora para a eleita Presidente do Brasil, mãos a obra.